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A mudança no pós venda e a indústria onde não basta produzir

A mudança no pós venda e a indústria onde não basta produzir

Em tempos não muito distantes, as pessoas tinham um relacionamento muito próximo com o lojista. Quem não lembra a forma de comprar, empacotar e receber as mercadorias? Ir ao mesmo vendedor que te atendeu, reclamar de um problema qualquer e pedir a solução. Solução esta que muitas vezes era imediata, pois o mesmo dava um produto novo e depois acertava com o “viajante”, aquele que não somente representava, mas trazia consigo muitas das mercadorias. Talvez um mês depois o tal viajante chegasse à fábrica com o produto em questão para realizar a troca de fato. Somente aí a fábrica estaria inserida no problema comercial.


A verdade é que hoje a velocidade é outra. Mais vale um protocolo de um chat robotizado na internet ou via telefone do que o contato com o revendedor. Com a evolução da internet, como meio rápido de comunicação muitas barreiras foram quebradas e o advento dos smartphones, que solucionam dezenas de coisas ao mesmo tempo e de forma sincronizada, fez com que nos acostumássemos a resolver problemas de produtos adquiridos diretamente com quem produziu e não mais com quem os revendeu.


Hoje nosso contato é com a fábrica, é ela que faz, que vende e que responde por todo o caminho de seus produtos. Não poderia ser diferente com o marketing e as vendas.
A indústria que deveria estar preocupada em produzir, hoje está nas mídias sociais, está querendo ter feedback dos clientes para aprimorar sua qualidade de atendimento com rapidez, e sendo mais ágil entre as concorrentes na busca de soluções. Vivemos tempos em que produzir produtos já não basta. Há que se criar relacionamento, posicionamento de marca e mercado, e principalmente ter seus clientes satisfeitos o suficiente para serem os seus maiores marqueteiros. A era do trabalho “formiguinha”, onde cada um espalha um pouco da boa notícia voltou, mas dessa vez de forma muito mais ampla devido à internet. Antes que achemos que vivemos tempos de marketing mais fáceis, devemos lembrar que a baixos custos, todos estão fazendo o mesmo.

Guilherme Grando é Vice-presidente Região Oeste da Associação dos Dirigentes de Vendas e Marketing do Brasil (ADVB/SC)